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O povo brasileiro que está acostumada a ver Rodrigo Pessoa
defendendo o Brasil nas principais competições internacionais pelo mundo a fora agora vai
ver o ginete em nova função nos JEM Kentucky 2010 nos Estados Unidos. Além de diputar como cavaleiro, o campeão olímpico será o técnico da equipe de saltos da CBH , que distribuirá vagas para a disputa por equipes da
Olimpíada de Londres/2012. E promete não dar mole para nenhum de seus companheiros, colocando em açao um trabalho fundamentado em “humildade
e disciplina”.

“Será a primeira vez que serei técnico de forma oficial, mas já faz
algum tempo que ajudava os meninos (cavaleiros mais jovens) nas
competições”, conta Rodrigo. “A diferença é que agora terei mais
responsabilidades no treinamento, maior contato com a Confederação
Brasileira de Hipismo (CBH), além de estabelecer o programa e o mapa de
conduta no trabalho para os próximos dois anos.”

Rodrigo diz que seus métodos não serão diferentes dos
empregados por seu pai, neco, que foi técnico da equipe
brasileira por muito tempo. “Acho que a diferença estará no fato de que
estou a trabalhar com mais disciplina. Fazer os cavaleiros
entenderem em que ponto eles estão (em relação aos adversários e
resultados), de uma maneira mais realista”, diz o novo treinador do
Brasil. “Nos falta um pouco de humildade e disciplina. Quando falo em
humildade, quero dizer que muitos cavaleiros acham ter condições de lutar por uma vaga (na equipe brasileira) quando, no papel, seus
resultados mostram o inverso. Essa situação já criou um certo tumulto em outras
ocasiões no brasil.”

INCENTIVO À CRIAÇÃO

O novo treinador, no entanto, ressalta que, na maioria das vezes, o
problema não está na qualidade dos cavaleiros. “Temos excelentes ginetes no Brasil. O problema e nos cavalos. Há muito
tempo que digo que é preciso investir mais na criação nacional. Já
melhoramos nos últimos anos, mas precisamos investir em boas éguas,
porque sêmen (de cavalos campeões) a gente já consegue facilmente”, explica Rodrigo.

“Dificilmente teremos o mesmo número de bons cavalos que tem uma
França, uma Bélgica, uma Holanda, países de muita tradição no hipismo,
mas é preciso investir, acreditar, pensando em animais para mundiais ou
que se classifiquem para olimpíadas.”

Como técnico, Rodrigo quer abrir as portas da equipe brasileira
a quem quiser trabalhar com disciplina e afirma que a dedicação dos
aspirantes será recompensada de forma justa. “Não vai ter favoritismo,
nem política. O esforço será o mais importante”, garante ele, que
promete definir na segunda ou terça-feira a equipe de saltos que
disputará os Jogos Equestres Mundiais.

Agora so nos resta torcer por mais uma equipe Brasileira , e que sejam convocados os melhores na atualidade e nao no passado.

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